terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

[Review] The Walking Dead - 2x09: Triggerfinger

Por: Juliana Borges



Nem em tempos de fim do mundo o drama mexicano tem fim...

Spoilers Abaixo!




A volta de The Walking Dead na semana passada me deixou boquiaberta, literalmente. A última coisa que eu esperava de Rick era que ele atirasse tão friamente em duas pessoas ainda bem vivas, depois de tantas tentativas para ser o herói da trama. Quando o episódio acabou, eu pensei: "Agora a coisa vai ficar séria! O próximo episódio vai pegar fogo!". Só que, ao invés de fogo, eu senti como se tivessem jogado um balde de água gelada na minha cara.


The Walking Dead tem esses episódios, os quais eu não sei o que sentir por eles. Não sei definir ainda se gostei ou não de Triggerfinger. Eu percebi que ele se dividiu em dois, a ação na cidade e a aparente calmaria na fazenda de Hershel. Aliás, falando em ação, uma coisa que a série sabe misturar muito bem nesses tipos de cena são as doses de adrenalina e agonia, na medida certa para que você possa suportar assistir, sem desviar os olhos, cenas como aquela dos zumbis comendo o nariz do amigo de Tony e Dave. A sequência de Lori saindo do carro após o acidente e tendo que se livrar de dois zumbis também foi muito boa, e ajudou a trazer um pouco mais de ação para a série.

A primeira parte do episódio foi bem agradável de se ver. Mas aí começou o já conhecido "blá blá blá", que está sendo muito utilizado na série. Todo aquele drama do Shane estar sofrendo por não ser amado de volta e por ser visto como o vilão da história, Carol tentando trazer Daryl para perto do grupo de novo, aquele monólogo da Maggie sobre sua irmã. E o drama maior, da "Lori e seus dois maridos", incrementado pela gravidez e pelo filho Carl, o mais novo rebelde do pedaço. Sério, às vezes me sinto assistindo uma novela mexicana.

Até consigo pensar nas razões pelas quais os roteiristas estão fazendo isso. Nos quadrinhos, dos quais a história foi tirada, tudo acontece muito rápido, e as emoções humanas são algo raramente trabalhadas na trama (pelo menos até onde eu li). Talvez todos esses diálogos sejam uma forma de desacelerar um pouco os acontecimentos, ou uma tentativa (até arriscada eu diria) de dar mais ênfase ao que os personagens sentem a respeito do fim do mundo.

Triggerfinger teve a ação necessária para manter um ritmo bom na série, e foi até melhor que Nebraska, mas ainda não está nos padrões que The Walking Dead costumava ter. Um ponto positivo que se pôde observar, também essa semana, é que parece que finalmente os personagens estão tomando rumos mais decisivos, a exemplo da tensão crescente entre Shane e Rick, que promete um desfecho definitivo, que poderá mudar o rumo da história. Mas eu ainda espero, de verdade, que os roteiristas coloquem o dedo no gatilho e disparem o tiro certeiro para dar a essa série a trama que ela merece.

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