Por: Laio Andrade
Quando o destino entre a vida e a morte está nas mãos do futuro...
Spoilers Abaixo
O leãozinho Simba, em o Rei Leão, diz a seguinte frase: “Perigo? Eu rio na cara do perigo.” Pois é. A relação dessa frase com Fringe NÃO foi uma referência que você perdeu, mas sim, a impressão que ficou na minha cabeça depois de assistir a esse episódio.
Gostei da história e do caso da semana, mas de verdade, quando sei que a série não está segura para outra temporada (por enquanto, porque minha macumba on-line vai desamarrar o 5º ano de Fringe), imagino os roteiristas e produtores falando assim: “Cancelamento? Eu rio na cara do cancelamento.”
Sério. Eu realmente acho que eles fazem isso, porque não é possível que, numa época de tanta insegurança, eles se dêem ao luxo de apresentar a trama assim, vagarosamente, como se Fringe fosse a série de maior audiência em todos os universos, sem chance de não ter continuidade pelo tempo necessário ou um final a contento.
Quero deixar claro que não sou contra episódios desse tipo. Muito pelo contrário. Eu gosto deles porque criam expectativa em relação aos acontecimentos da trama central (e porque nem tudo precisa representar profundo desenvolvimento da mitologia), deixada em suspenso, mas, nesse caso, o incentivo para assistir vira sensação de terror para os fãs que, sejamos sinceros, estão a cada dia mais impacientes em relação ao conteúdo dessa temporada.
Apesar de eu classificar esse episódio como “mosca branca” (sem importância vital) ele não é filler. A história continua em andamento, mesmo que em pequenas proporções e o caso de Emily Mallum atua justamente aí. Para começar temos a retomada do assunto sobre o futuro de Olivia. Uma garota capaz de prever a morte de pessoas próximas a ela, envolvida em possíveis experiências com a Massive Dynamic, é a definição clara do significado do título desse episódio. Uma perspectiva forçada, para que Olivia comece a notar as reais intenções de Nina, que definitivamente não é o mais próximo que ela tem de uma mãe. A não ser, é claro, que a mãe de vocês tenha o costume de injetar cortexiphan e tratá-los como ratos de laboratório.
Quando Emily revela a insistência da Massive Dynamic em tê-la como objeto de estudo, Olivia rapidamente relaciona isso com sua própria história em Jacksonville. Nina sequer fingiu não saber quem era Emily ao ser questionada sobre a menina. É nesse ponto que Olivia deveria (e vai) pensar.
Se Nina não pestaneja em se aproximar de Emily diante de todo seu suposto amor por Olivia, porque ela teria, no passado, deixado passar a oportunidade de manter outra criança com capacidades incríveis fora de sua vista? A descoberta sobre a verdadeira intenção de Nina está por vir e torço para que seja logo, já que ela promete um “remédio milagroso” para as dores de cabeça de Olivia, o que não deve ser bom sinal.
Os Observadores voltam à baila também, me fazendo lembrar um pouco da 1ª temporada, quando começamos a aprender quem são os carecas e qual a função deles, afinal. A explicação de Peter, de que eles são criaturas quase que onipresentes e com a habilidade de existir em períodos temporais diversos é uma boa retomada, embora não nos dê pistas sobre o que aconteceu com September.
Algo que questiono desde a morte de August, na segunda temporada, pode até soar estranho, mas é algo assim: Para onde vão os Observadores? O conceito de o que eles são não me parece muito incompatível com a ideia de morte, propriamente dita, mas talvez seja pelo fato de que, em quatro anos de série, continuamos sendo capazes de descrever os Observadores em poucas palavras e sem qualquer profundidade.
Juntando a história de Emily com o que o Observador diz sobre o futuro de Olivia, uma coisa fica clara: tudo pode acontecer. Mesmo que September tenha dito que Olivia precisa morrer, a missão de Emily parece ser a de mostrar que até que isso aconteça, as coisas podem mudar. Emily passou a vida acreditando que as coisas que via eram inevitáveis, mas a intervenção de Olivia no atentado à bomba foi crucial e definiu um rumo diferente do esperado.
Outro tópico recorrente tem sido a relação de Peter com a Máquina do Apocalipse. Walter começa a trabalhar na ativação da dita cuja, mas é entranho que Peter não seja mais a interface biológica que faria tudo funcionar. Estranho porque sequer nos mostraram uma tentativa de interação entre Peter e a Máquina e, como sabemos, de acordo com o final da 3ª temporada, o design foi especialmente criado para Peter, naquele futuro em que Olivia morre. Essa morte é o que motiva a construção do aparelho, que é plantado em locais estratégicos pelas Primeiras Pessoas para ser encontrado na época atual.
Se a Máquina do Apocalipse continua existindo, para mim, Peter continua sendo uma constante. Ou seja, tudo foi construído para que ele pudesse operá-la, em algum momento especifico. É claro que algumas coisas podem e devem ter mudado desde que a existência de Peter foi tecnicamente apagada, então, não resta alternativa a não ser esperar por mais informações para validar qualquer pensamento ou teoria.
Semana passada o Glyph Code fazia pouco sentido prático dentro do episódio e que eu esperava encontrar alguma coisa relacionando-o com o código de agora. Tudo parece mais claro e perfeitamente cabível. O Glyph do episódio é MARCH, o que pode fazer pensar que o Observador (Março, no caso, já que todos são chamados pelos meses do ano) que aparece no fim do episódio carrega esse nome.
No entanto, o grande assunto tem sido a morte de Olivia e os planos malignos de Jones e Nina, o que leva a crer que a união dos dois códigos mais recentes tem um sentido especial: DEATH MARCH ou a Marcha da Morte. Pode até ser coincidência, mas duvido muito que seja. Raramente as palavras se encaixam tão bem e tem um significado tão claro.
E no próximo episódio podemos esperar uma aliança entre os lados A e B alem de novas revelações sobre outros universos paralelos, confira a promo:
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