Por: Juliana Borges
"Nós veremos as migalhas de pão, e elas nos guiarão de volta para casa".
Spoilers Abaixo!
Olha, ainda bem que eu dei uma chance para Grimm, porque esse é o tipo de série que exige um pouco de paciência até que as coisas aconteçam mesmo. E elas estão acontecendo. Esse episódio teve um ritmo bem melhor que os anteriores, e a adaptação do conto foi muito bem feita.
Aliás, isso é o que eu considero uma vantagem da série. As histórias são bem retratadas, de acordo com os contos dos Irmãos Grimm, e com mudanças bem apropriadas para se adaptarem ao mundo moderno onde estão acontecendo.
O conto da vez foi Joãozinho e Maria, que foram representados, respectivamente, por Hanson e Gracie. Aí o que acontece é que eles se perdem na floresta, jogam as migalhas de pão para achar o caminho de volta, mas encontram a casa de doces da bruxa malvada, certo? Errado.
No episódio, Gracie e Hanson são dois irmãos que vivem nas ruas, vendendo colares de conchas para sobreviver. A adaptação do conto foi muito original porque os vilões da história são os Geiers, criaturas conhecidas pelos antepassados de Nick, os Grimms. Eles são contrabandistas de órgãos, e suas vítimas são justamente as crianças de rua, que são atendidas no hospital público. E o mais original é que eles vendem esses órgãos para outras criaturas, que os usam como remédios ou afrodisíacos. Como bem disse Monroe, os animais exóticos das criaturas são os humanos.
Mas, apesar dos vilões serem essas criaturas, os roteiristas sutilmente (ou nem tanto) conseguiram colocar a imagem da bruxa malvada na diretora do hospital, que ao invés de engordar as crianças para comer, como fazia a bruxa, tinha o papel de mantê-las saudáveis para serem "doadores" com órgãos em bom estado. Gracie e Hanson acabam sendo sequestrados também para a mesa de cirurgia da doutora má, e aí vem outra adaptação genial do conto: ao invés de migalhas de pão, Hanson joga no chão as conchas do colar que carregava consigo, na esperança de alguém encontrá-los. e o detetive Nick consegue.
Aliás, falando no Nick, ele finalmente entendeu para que serve ser um Grimm e começou a assumir essa parte de seu passado, ainda meio obscuro para nós. Adorei ver ele coagindo as criaturas e usando o medo que têm dele para conseguir informações. E tenho que dizer, ele tem muito mais carisma tentando ser malvado do que ser o detetive bonzinho.
E falando em carisma, sejamos justos: Monroe comanda nesse aspecto. Tanto no momento mais humorado do episódio, quando ele e Nick jantam juntos, quanto ao demonstrar mais juízo que o amigo, dizendo que é insensato as criaturas se mostrarem aos humanos, quando Nick demonstra a vontade de contar tudo à sua noiva, para não precisar deixá-la.
Para fechar o episódio com um toque de suspense, o suposto ceifador aparece de novo, depois de ter deixado um recado para Monroe. Dessa vez, ele mandou de presente para o capitão Renard a orelha que ele cortou uma vez de um ceifador. E, pelo telefone, o homem misterioso deu a entender que o capitão é responsável por controlar Nick que, aparentemente, só pode matar até um certo ponto. Já é algo sobre o que refletir, e que provavelmente saberemos a resposta logo.
Outra coisa boa de se ver é que David Giuntoli está melhorando bem sua atuação, que eu achava bem fraca no começo da série, e está conseguindo conquistar cada vez mais minha admiração pelo personagem. Mas seu colega Silas Weir Mitchell, o Monroe, ainda brilha mais que o protagonista.
A cada episódio, Grimm cresce cada vez mais no meu conceito, e com Organ Grinder, ela subiu mais uns 5 degraus na escada. Na minha opinião, uma série é boa é aquela que te deixa ansioso para o próximo episódio. E eu mal posso esperar.
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