Por: Laio Andrade
Se você não tem uma gêmea evil, comemore.
Spoilers Abaixo:
Considero-me avisado. A partir de agora, sempre que eu testemunhar um assassinato (ou, no caso, for fingir que testemunhei) não vou desviar meu olhar para a direita. O negócio, de acordo como nosso amado Alec, é dar longos olhares para a esquerda, indicando que estou acessando memórias verdadeiras e sinceras.
Foi por momentos assim, muito sutis, que The Lying Game conseguiu fazer de Reservation for Two mais um episódio bacana. Cada olhar de Emma a entregava mais e eu fiquei perplexa com a habilidade dela em manter a calma, só que ao contrário. Um detalhe importante de notar é a cena em que Dan a leva para a sala de depoimentos. Um close no sapato cheio de fita adesiva demonstra a preocupação dos produtores com a continuidade. Lembram que Emma quebrou o salto? Pois é.
Ao mesmo tempo em que me admirava com a burrice de Emma, sentia pena dela. Pensando em todas as tentativas de Sutton para roubar Ethan e levando foras de Mads e Ryan o tempo todo, por não saber que tipo de quenga é sua irmã gêmea. Certamente todos acham que Sutton é bipolar.
Uma grande surpresa veio no final do episódio. Eu não esperava que Emma falasse “Quer saber Mads? Eu não sou eu. Eu sou meu outro eu, que é ela”. Hora de um desabafo sincero e chocante, que deve terminar com Mads fazendo algum mimimi, mas entrando no Jogo da Mentira, ao lado do irmão, que faz parte do time há algum tempo.
Thayer começa a demonstrar um pouco de inteligência novamente. Depois de ficar semanas naquela de “papai é o melhor pai do mundo” ele se tocou de que o promotor voador quer ferrar com a vida de Ethan e pegar as mentiras de Emma e Sutton no flagra.
É até engraçado, aliás, que Alec, que voava de um canto para outro e aparecia em TODAS as cenas de TODAS as cidades em questão de minutos durante o começo da série, queria questionar a habilidade de Emma em voar também, estando em seu quarto e no carro de Ethan, com diferença de minutos. Ele deveria se orgulhar da afilhada, que desenvolve tão bem a habilidade quanto ele.
Falando em habilidade, acho que Rebecca é a rainha do Jogo da Mentira. Ela não titubeia em levar sua vingança para o quarto e se deixar seduzir com imitações de Mariachis. Ela tem um objetivo e Alec não deixa de ter o dele, mantendo o segredo de Ted encoberto.
Outra descoberta maravilhosa é a de que Ethan é irmão de Jacob Black e fugiu para não ter que virar lobisomem em Twilight. Infelizmente não é bem isso, mas foi o que pensei quando o pai de Ethan apareceu, todo amargurado porque foi abandonado pela esposa (e fora da cadeira de rodas!).
Toda essa aproximação dele e Sutton sequer me preocupa e acho que é porque Ethan cumpre seu papel em provar que é fiel à Emma. Na direção contrária, torço para que Bazz, o amiguinho de banda de Laurel, tome de vez o lugar de Justin, cada dia mais chato e sem função na série. Com Bazz em The Lying Game, pelo os números musicais estão garantidos.
Em No Country For Young Love, Sutton mostra ao mundo porque é a gêmea bitch de The Lying Game, fazendo-se de santa, promovendo união entre pai e filho, dublando casais e, é claro, se oferecendo para Ethan em cada oportunidade.
Deu no que deu. Literalmente. Ethan caiu no conceito ao permitir tamanha aproximação de Sutton, traindo a pobre Emma que enfrenta festas de fraternidade perigosíssimas para tentar inocentá-lo. Achei sacanagem mesmo. Mesmo que depois Ethan venha contando que foi só o beijo, nada justifica. Ser a gêmea boa sempre acaba em chifre, mesmo que Thayer seja um prêmio de consolação bem disponível nesse momento.
Verdade seja dita, apesar dessa bomba no final, a situação no rancho Whitehorse foi divertida. As dublagens de Sutton e Ethan para o pai dele e a compradora de cavalos avulsa, que não cansava de sensualizar, foram lindas. Além do mais, não dá para dizer que Emma não será vingada. Ethan foi preso com as calças na mão, praticamente. É capaz de ele virar mocinha dentro da cadeia.
Enquanto era cruelmente traída, como é tradição, a gêmea de coração puro tenta salvar seu amado, investigando a fundo o assassinato de Derek. Nessa hora é que fica notável o motivo de não terem contado antes para Mads o que estava rolando. A garota é tão chata e sem noção que já está atrapalhando tudo com aquela conversa de “papai pode até voar, mas jamais mataria um garoto”. Então tá.
Não importa o que Rebecca diga. O promotor voador não tem álibi, justamente por essa habilidade bizarra de aparecer nos lugares como se tivesse vindo voando. Se ele surgia em Los Angeles em questão de segundos, porque não poderia ter dito que ia fazer um xixi e, nesse meio tempo, ter voado pela janela do banheiro, matado Derek de pancada e voltado? Para mim, faz todo sentido.
O bacana é que Rebecca, até onde se nota, faz um jogo duplo. Ela amacia as meninas de um lado, seduz Alec de outro e no fim, está ali em causa própria, para destruir Ted, Alec e suas mentiras. Aliás, o que foi o ataque de pelanca de Dr. Ted com Rebecca? Adoro que ele quer manter tudo escondido e em segredo, mas faz escândalos na frente de todo o clube. Não estranha que Kristin continue super fria com o maridão.
Fiquei mais do feliz ao ver Laurel terminando com Justin. O cara parece que virou um stalker dela, sempre aparecendo de surpresa nos lugares e forçando situações. A coisa ficou tão estranha que Laurel começou a se incomodar e está perdendo o interesse. O plot musical dela (com ou sem interesse romântico por Baz) é muito mais bacana de acompanhar do que qualquer ceninha melosa com Justin. Faço votos para que Charlottizem o garoto e ele suma para sempre. Não fará a menor falta ou qualquer diferença.

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