Quem é que não está louco para dar mais uma mordida nessa suculenta maçã chamada Once Upon A Time?
ATENÇÃO: Spoilers abaixo!
Verdade seja dita: Once Upon A Time é uma série deliciosamente viciante. A cada semana ficamos curiosos para saber qual será a história contada no novo episódio. E aqui é uma oportunidade perfeita para elogiar os roteiristas da série. Os diálogos são muito bem elaborados e as histórias entrelaçadas de uma forma que prendem a atenção e nos fazem viajar pelos quarenta minutos de episódio.
Com a história caminhando em um ritmo tão bom, a gente até teme que aquela coisa do “bom demais para ser verdade” aconteça, não é? Bom, na minha opinião, ainda não aconteceu, e nem espero que aconteça. Mas, nesse episódio, passou bem perto. Foi aquele tipo de episódio que, se você não prestar atenção nos detalhes e entender que mensagem eles querem passar, se torna sem graça.
No começo de Fruit Of The Poisonous Tree Emma já aparece levando uma bronca da Regina, como é o costume. E logo é alertada, pela própria Regina, a “não deixar seus sentimentos atrapalharem seu julgamento”. O Sr. Gold também dá seu aviso, sabiamente dizendo que “emoções podem nos levar a caminhos perigosos”. E a Emma realmente deveria ter ouvido.
O episódio inteiro é praticamente baseado nessa questão, que é comum a muitos de nós, de algumas vezes ficarmos “cegos” pelos sentimentos diante de certas situações, e não enxergarmos o que está tão óbvio, bem embaixo do nariz.
Foi o que aconteceu com Emma que, movida por seu ódio de Regina, se aliou ao jornalista Sidney Glass, para tentar desenterrar qualquer história podre que pudesse comprometer a prefeita. Por conta de sua raiva, ela não enxergou que, na verdade, Sidney é só um farsante, que ainda é fiel a Regina, vigiando cada passo de Emma, no bom e velho estilo “dedo-duro”. Resultado: a xerife fez uma acusação falsa e foi desmentida por Regina na frente da cidade inteira, perdendo uma grande parcela de sua credibilidade.
Os sentimentos também foram um problema no mundo paralelo dos contos de fada, onde descobrimos que Sidney é, nada mais, nada menos, que o Gênio da Lâmpada. Ele é libertado pelo rei, pai de Branca de Neve, e convidado a ir até o castelo. Chegando lá, por quem ele se apaixona? Exatamente, a Rainha Má! E esse amor é o que o impediu de ver que, na verdade, ela não era uma mulher sofrida coisa nenhuma, e muito menos que correspondia seu amor. Ele foi apenas um instrumento para que ela conseguisse matar o rei.
E quem iria imaginar que o Gênio acabaria se tornando o espelho da Rainha, tão conhecido por nós, da história original da Branca de Neve? Mais uma vez os roteiristas surpreendem com sua capacidade e criatividade para misturar histórias e ir além de tudo o que já sabemos sobre os contos de fadas.
O ponto alto desse episódio foi o desempenho espetacular de Lana Parrilla. Ela realmente convenceu com sua interpretação da rainha solitária e invisível aos olhos do rei, e tenho certeza que, assim como a mim, enganou muita gente que assistiu. Eu até senti pena dela. E como Regina, sua atuação também foi impecável, no maior estilo “badass”. Admita, ela é aquele tipo de vilã que não tem como odiar por completo.
Quem não convenceu em sua interpretação foi o ator Giancarlo Esposito que, em minha opinião, faz uma atuação meio pobre, tanto como Gênio quanto Sidney Glass. Ele não me causou nenhuma reação. Seu personagem passou tão despercebido que, se ele já apareceu em episódios anteriores, eu nem me recordo de tê-lo visto. Mas ao que parece, sua participação agora será mais importante, então é esperar para ver.
No mais, o episódio passou bem rápido pelo que está acontecendo com o casal fofo da série, Mary Margaret e David, mostrando que os dois estão se encontrando às escondidas, e muito apaixonados. Aliás, a química entre os dois atores é fantástica, e me deixa aqui vendo arco-íris, de tão lindos que são!
Também apareceu o escritor misterioso, que acabou roubando o livro especial de Henry, só aumentando mais minhas suspeitas de que seja ele o homem que colocou no papel as histórias de todos que estão em Storybrooke. O que ele vai fazer com o livro ainda é um mistério. E achei legal a Regina falar sobre o Archie no começo do episódio. Entendi isso como um recado dos roteiristas dizendo: “nós não sumimos com o personagem, ele ainda tá aí”. Mas sinto falta de vê-lo, é meu personagem favorito.
Apesar do episódio não ter o mesmo ritmo que os anteriores, ainda me deixou muito ansiosa pelo próximo. Definitivamente é uma das melhores séries que estrearam ano passado e me conquistou.
Outras observações:
- Achei muito inteligente a escolha do sobrenome de Sidney Glass. Afinal, “Glass” significa vidro, e espelhos são feitos com vidro. Não sei se foi intencional da parte dos roteiristas, mas foi genial.
- Eles definitivamente precisam melhorar os efeitos visuais dos cenários do mundo dos contos de fada. Aqueles planos de fundo descaradamente falso já estão me deixando angustiada.
Confira abaixo um pequeno vídeo com o que vem por aí no próximo episódio “Skin Deep”:

Nenhum comentário:
Postar um comentário