domingo, 19 de fevereiro de 2012

[Review] The Voice – 2×01: Blind auditions, part 1 [Season Premiere]

Por: Marcello Levi



Welcome to The Voice! E bota Welcome nisso!

Spoilers Abaixo:




Um dos principais motivos por que eu escolhi The Voice como meu reality musical favorito é a premissa das blind auditions. A produção filtra os candidatos previamente, evitando assim qualquer ridicularização dos artistas. Não há humilhação, ninguém zoa com a cara de ninguém. Admiro uma produção que tem esse respeito por seus candidatos. Além disso, gosto de realities musicais porque curto boa música, então acho um verdadeiro martírio ter que ouvir audições de gente que canta mal. Já basta ouvir a mim mesmo cantando no chuveiro.

Isso posto, a estreia de The Voice em 2012 manteve tudo o que o programa tem de melhor, com um adendo: os coaches parecem muito mais competitivos este ano, e levaram o termo “Vocal Kombat” realmente a sério. Mas chega de enrolação e vamos falar dos candidatos!


Começamos com a loiríssima e adorável RaeLynn, que cantou “Hell on Heels”, interpretada pela cantora country, esposa e futura conselheira de Blake Shelton, Miranda Lambert. No início, não fiquei impressionado. Mas a confiança da candidata pareceu ir aumentando ao longo da performance, e sua voz e personalidade apareceram e transformaram a versão em algo bem bacana. Tem muito pra melhorar, mas eu viraria. E alguém teve dúvida por um segundo de que ela escolheria o Blake?


Em seguida, a já famosa audição de Jesse Campbell, que cantou impecavelmente “A Song For You” (Leon Russell), interpretada e regravada por uns duzentos cantores. Foi a única audição que me empolgou ao ponto de me fazer cantar junto. O cara fez tanto sucesso que todos os coaches viraram, mas achei tudo a cara da Christina, que com certeza é a melhor para ajudá-lo. O problema é que, apesar de ele ser realmente sensacional, não vejo muito futuro para Jesse. Ou só eu e o Blake ficamos com a sensação de “Javier, o retorno”?

O candidato seguinte, Daniel Rosa, não teve a mesma sorte e foi eliminado, mas o cara deu um show de humildade ao pedir conselhos para os coaches sobre como melhorar. E Christina Aguilera deu um show de fofura ao atendê-lo.


Fofura essa que foi toda pro ralo na audição da roqueira Juliet Simms. Estilosa, carismática e demonstrando excelente técnica, Juliet fez justiça a “Oh! Darling” (The Beatles). A voz não chegou a me cativar, mas o mesmo não pode ser dito sobre Adam, Christina a Cee Lo, que deram uma chance à artista. E foi aí que a coisa desandou. Desesperada por ter apertado o botão somente na última hora, Christina ficou o tempo todo torrando a paciência de Adam Levine, e a nossa por tabela. A mulher não fechou a matraca e chegou a ser desagradável assisti-la. Além de ter destruído qualquer chance de ser escolhida pela candidata, Christina aparentemente levou Adam pro buraco junto, já que o sensacional Cee Lo Green, com tiradas impagáveis, acabou saindo bem na fita como o coach gente boa (e não é?) e foi o escolhido.



O próximo a subir no palco foi Chris Mann. Cara, que voz! Eu estava certo de que Christina, que tá com tudo e não tá pra prosa nessa premiere, viraria. Ao vê-lo falar sobre sua decisão de ser fiel a si próprio durante o programa, também tive certeza de que Christina seria sua coach, já que ela tem tanto o vozeirão quanto uma filosofia de vida em comum com o cantor. Embora eu também não entenda nada de italiano, pra mim foi a melhor audição da noite, não só pela performance vocal impecável como também pela emoção que o cara passou durante todo o tempo no palco. Em qualquer outro reality musical, esse rapaz ouviria “você não é o que procuramos” e até correria o risco de ser ridicularizado por seu estilo. Mas não no The Voice. No The Voice, arrisco dizer, Christina agora tem a obrigação de levá-lo para os live shows. É claro que o público não vai comprar esse estilo, mas é um talento e tanto, que merece no mínimo uma chance de ter sua popularidade testada. E tenho dito! Ah, e a música é “Ama Credi e Vai (Because We Believe)”, de Andrea Bocelli, que – curiosidade – está no mesmo álbum que contém o dueto do tenor com Christina.

Tivemos também três fulanos que não passaram. Palmas para os coaches pelo feedback bacana e pertinente que deram a eles, e principalmente para a edição, que fez com que compreendêssemos perfeitamente os (bons) motivos pelos quais esses candidatos não foram escolhidos por nenhum dos quatro.



Como um pouco de vergonha alheia nunca é demais, a noite foi finalizada com Tony Lucca, colega de Christina láááá dos tempos do Mickey Mouse Club. Depois de toda uma expectativa sobre a possibilidade de ser reconhecido pela cantora, ficamos empolgados quando Christina virou sem demora depois de uma ótima performance de “Trouble” (Ray LaMontagne) e… #fail. É claro que um passarinho verde deve ter piado no ouvido dela depois. A “lembrança” foi extremamente fake, mas pelo menos ela foi legal, e adorei o comentário sobre a Britney, hahah.

Balanço da estreia: 9 candidatos, 5 aprovados. E, por enquanto, estamos assim:

Team Adam:

Tony Lucca

Team Blake:

RaeLynn

Team Cee Lo:

Juliet Simms

Team Xtina:

Jesse Campbell, Chris Mann

Por enquanto, Christina está muito à frente dos concorrentes, com duas vozes poderosíssimas em seu time. Em seguida, vêm Adam, com a afinação técnica perfeitas de Tony, e Cee Lo, que começou a construir mais um time estiloso com Juliet. Blake, pra mim, está na lanterna por enquanto, já que RaeLynn foi a mais esquecível entre os que passaram.

Só faltam mais 43 aprovados. Sinto cheiro de audições apressadas no ar… mas só mesmo aguardando os próximos capítulos pra ter certeza. Por enquanto, afirmo categoricamente que o retorno de The Voice não me deu nada além de muita satisfação!




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