quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

[Review] The Secret Circle – 1×13: Medallion

Por: Laio Andrade



Os bons, os maus e os que são indecifráveis.

Spoilers Abaixo:

Mais da metade da temporada de The Secret Circle se foi e eu ainda estou aqui, tentando entender quem é o que nessa história. Isso, geralmente, é uma coisa boa e indica que a construção dos personagens não é maniqueísta, ou seja, não existem vilões e mocinhos, mas sim, seres humanos mais complexos e com diferentes níveis de emoções, atitudes e valores morais.

Infelizmente, não acho que esse seja o caso. A impressão que fica é a de que ainda não conseguiram decidir os grupos de personagens e no que eles acreditam. A verdade é que existe também a chance de estarem mudando os rumos da história para torná-la mais interessante. Se essa for a intenção, é muito bem vinda e precisa funcionar logo, porque confesso, já um tanto desanimado, que perdi minhas esperanças em ver TSC se transformar em algo divertido e dinâmico.

De qualquer forma, eu ainda tento enxergar The Secret Circle com humor, porque acho que é o único jeito. Por exemplo, eu morri de rir na sequência inicial, com Adam Lambruxo tendo um ataque de pelanca por causa de Cassie ter amizade com Jake, afirmando que é contra threesome e só encara relacionamentos mais tradicionais.

Aquela cena demonstra que Adam está possuído por algum espírito psicopata, porque ele realmente me inspira medo. O menino bom, doce e gentil do Círculo deixou de ser um galã potencial para ser um maluco obcecado. Cada cena dele com Cassie nesse episódio passa bem essa mensagem, especialmente quando ele rouba o medalhão e faz intriguinhas contra o rival.

O negócio é que, depois da revelação de que o pai dele não era um bom moço, fiquei com a ideia fixa de que esse amor “escrito nas estrelas” entre Cassie e Adam é invenção do cara e parte de um plano bizarro para manter perto de si a mais poderosa das novas bruxas. Eu sei que isso meio que cai por terra quando vemos o pai de Adam incentivando o filho a se reaproximar de Broxa de modo muito pouco sutil.

Aliás, outro momento ótimo do episódio é o “Meu Cookie é Seu”, by Broxa. Adam ficou todo animadinho com aquilo. Diana, repito, é a menina mais linda desse elenco e fica obrigada a se humilhar atrás de um garoto mais maquiado do que ela. Nessa toada de corações apaixonados, desistiram de drogar Faye (que virou avulsa) e Bruxavulsa caiu no vício, se engraçando com o traficante. Quando ela disse que o moço, horroroso, a lembrava de Nick, fiquei pensando que ela só poderia estar muito chapada para soltar uma frase dessas.

O mais bizarro, porém, continua sendo a idiotice de Cassie. Por um lado eu gosto de vê-la indo atrás das coisas e se arriscando, mostrando que não é uma protagonista molóide, mas gente, Cassie é muito burra.

Essa garota parece que não foi ensinada o básico para se auto-defender. “Não fale com estranhos”. “Não abra a porta de casa para qualquer um”. Cassie faz tudo isso e ainda convida a pessoa desconhecida para entrar, como se ela não estivesse ameaçada.

Tudo bem que agora ela é do lado negro da força e tudo o mais, só que é muita ingenuidade. É muita idiotice junta e aí, tenho que bater palmas para Lambruxo, que foi o único a questionar as intenções da médium doida.

Lucy, a médium, acabou fazendo algo lindo como esfaquear a pança de Dawn e deixá-la lá, para ser convenientemente salva pelo cristal recém recuperado. A gente fica, mais uma vez, sem saber o que esperar. Dawn era má e agora é vítima. Charles só quer salvar a vida da mãe e é por isso que eu espero pelo retorno de John Blackwell. Meu maior desejo é de que ele bote fogo nessa cidade novamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário