quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

[Review] The Voice – 2×02: Blind Auditions, Part 2

Por: Marcello Levi



#TeamXtina, #TeamCeeLo, #TeamBlake, #TeamAdam? Que nada, eu sou é #TeamPurrfect !

Spoilers Abaixo:




Em mais um excelente episódio de Blind Auditions, que, mesmo com duas horas de duração, não apenas segurou a peteca como também a levantou, vimos o que mais gostamos de ver no The Voice: muito talento e dificuldade de escolher um favorito. Quero dizer, isso se excluirmos Purrfect, o gato do Cee Lo que virou trending topic no Twitter  (e tem seu próprio perfil, @PurrfectTheCat, que eu já sigo só pela diversão!).

Pra começar a noite com o pé direito, tivemos o aguardado medley de canções do Prince interpretadas pelos quatro coaches. E, enquanto eu me deliciava com aquela performance, não pude deixar de pensar “Cara, quando quatro artistas vencedores ou indicados a inúmeros Grammys se apresentam juntos assim, fora da premiação?” É o tipo da coisa que só o The Voice faz por nós. As canções apresentadas foram “1999”, “Little Red Corvette”, “I Wanna Be Your Lover” e “Kiss”. Passado esse momento de satisfação, vamos ao trabalho, porque temos duas horas de audições pra cobrir.


Começamos com Hailey e Leland, também conhecidos como The Line. Gostei da audição, gosto de bons vocais em apresentações alegres como essa de “American Girl” (da banda Tom Petty and the Heartbreakers, e recentemente popularizada por Taylor Swift), que é algo bacana que o country costuma oferecer. Mas acho que foi uma performance um pouco superestimada, com todos os quatro coaches virando para a dupla, que surpreendentemente escolheu Christina (que não estava brincando quando disse que queria um time eclético este ano, estou gostando de ver isso), e não Blake. Confesso que me diverti com o jogo pesado de Christina, ao pôr na mesa o fato de que Blake tinha uma dupla country nas mãos no ano passado e os dispensou nos Battle Rounds (“I think they were fooled by flash and boobs”, by Blake, foi o melhor quote do episódio!). Bem jogado, mas isso implicou um certo compromisso de não fazer o mesmo, não é verdade? E eu realmente não sei se gostaria de ver Christina deixando uma vaga nos live shows com essa dupla.


E mais um ex-Idol decide tentar a sorte no The Voice. Jamar Rogers, amigo de Danny Gokey que foi eliminado durante a Hollywood Week do AI8, tem uma baita história triste que já me comoveu, mas prefiro me ater à sua excelente performance da já clássica do rock “Seven Nation Army” (The White Stripes). Pra mim, foi uma grande adição ao time de Cee Lo, e Jamar não só foi meu preferido da noite como também tem grandes chances de estar entre meus favoritos da competição.

O show parece estar seguindo um padrão: novamente, a terceira audição foi de um eliminado do qual temos tendência a ter pena. E tive pena de Neal Middleton, não só pela história triste, como também porque gostei da apresentação. No fim das contas, porém, o argumento de Christina acabou me convencendo. De quebra, tivemos um supercombo com mais três eliminados, todos com performances agradáveis seguidas por justificativas válidas dos coaches.


A candidata Gwen Sebastian cantou “Stay” (Sugarland) e eu fiquei doido aqui por não ter uma cadeira giratória, tamanha a sensibilidade da performance. O final, então, foi de arrepiar, e entendi completamente a decisão de Adam Levine de virar ali, mas foi Blake quem faturou essa.


Kim Yarbrough, que não parece ter 50 anos, fez um belo discurso antes de sua audição. Mas, antes de ouvi-la, vimos a bela Pamela Rose cantar “Already Gone” (Kelly Clarkson) e… already gone, coitada. De volta a Kim, “Tell me something good” (Rufus and Chaka Khan) agradou e fez a artista ser arrematada para o Team Adam (ajudado na disputa com Christina pelo já conhecido bromance com Blake). Gostei dela e achei merecido, mas não a vejo como uma front runner nessa competição.



Em seguida, vimos a militar Angie Johnson cantar “Heartbreaker” (Pat Benatar). Vale um parêntese pra destacar uma coisa bacana: é legal ver Carson Daly tão participativo no programa, ao ponto de sugerir uma pessoa que viu no YouTube para as audições. Esperemos que ele esteja mais à vontade e menos sofrível nos live shows deste ano. Voltando a Angie, vou dizer que eu não estava dando nada pela performance até aquela última e sensacional nota. Cee Lo e seus HILÁRIOS óculos de leitura levaram a cantora, mas vou me surpreender se ela passar dos Battle Rounds.

Para a tristeza de Christina, o candidato Dez Duron foi o próximo eliminado. Eu entendo que nossa perspectiva muda muito quando vemos a pessoa por trás da voz, mas acho que ela vacilou mesmo. Além de ser um potencial galãzinho da edição (embora isso não garanta nada no The Voice, Patrick Thomas que o diga), acho que a cantora seria uma ótima mentora para o rapaz. Por outro lado, é muito bom ter essa comprovação de que, nesta etapa, os candidatos realmente são avaliados unicamente por seu talento vocal.


Em outra audição que já conhecemos pelos previews divulgados antes do programa, Lindsey Pavao interpretou uma belíssima versão de “Say aah” (Trey Songz) e, embora eu ache que a candidata era a cara do Blake (que, aliás, foi o responsável pelas melhores sacadas e quotes deste episódio), ela preferiu Christina ao cantor country e a Cee Lo. Sorte da Christina, porque essa menina tem cheiro de talento e criatividade.


E chegou a hora: finalmente veremos o backing vocal da Alicia Keys, depois de tanto aguentar o Carson falando dele desde a estreia. Oh wait… Ainda tem a eliminação da candidata Hoja Lopez, tadinha =/. Anyway, agora sim, é ele. Não pude deixar de curtir a nostalgia da performance de Jermaine Paul, com uma versão bacanuda de “Complicated” (Avril Lavigne). Ah, bons tempos aqueles. Síndrome de candidato-diva à parte, a verdade é que o momento pós-performance de Jermaine foi o mais divertido da história do The Voice até agora, com direito a muitos palavrões e a uma Christina arrependida de não ter virado para um candidato que zoou com a cara do Adam. E foi nesse momento que Blake deixou vir à tona o que mais gosto nele como coach: sua autenticidade. Pra mim, ele foi o coach que mais se doou verdadeiramente a seus artistas na temporada passada. E seu belo discurso rendeu ao Team Blake o candidato que, além de estar bastante fora da zona de conforto do coach, é o dono da personalidade mais interessante até agora.



Mais uma vez, o pimp spot fica com alguém do Team Adam. A última candidata, Angel Taylor, tem uma história triste que pareceu refletir muito em sua belíssima e emotiva performance de “Someone Like You” (Adele). Vou dizer que sinto cheiro de potencial finalista nessa mulher. Além disso, se tudo mais tivesse dado errado, a cena da mãe completamente surtada e enlouquecida na sala de espera já teria valido a audição =D. Apesar de estar perdendo bem mais batalhas por artistas este ano do que no ano passado, Adam continua com um faro e tanto para candidatos com apelo ao público.

Assim, chegamos a 24 audições e 13 candidatos aprovados até agora, e a nova configuração dos times é:

Team Adam:

Tony Lucca, Kim Yarbrought, Angel Taylor

Team Blake:

RaeLynn, Gwen Sebastian, Jermaine Paul

Team Cee Lo:

Juliet Simms, Jamar Rogers, Angie Johnson

Team Xtina:

Jesse Campbell, Chris Mann, The Line, Lindsey Pavao

Vou dizer que agora ficou difícil fazer um ranking, tem gente muito boa pra tudo quanto é lado, minha gente! Como meu preferidos por enquanto são Chris, Jamar e Lindsey, continuo achando que o Team Xtina está à frente, seguido por Team Cee Lo, Team Adam e Team Blake, mas todos estão meio embolados, com potenciais finalistas e até vencedores.

Estou absurdamente impressionado e feliz com a qualidade do programa e dos candidatos este ano! Não consigo encontrar uma única falha na edição, nas audições, enfim, na proposta geral do programa e da nova temporada. Pelo que andei vendo, ainda temos mais três episódios de Blind Auditions, felizmente. Isso significa, que, em média, serão entre 11 e 12 aprovados por programa, então acho que a edição vai começar a ficar mais corrida a partir de agora. Aguardemos para conferir na semana que vem. Até lá!

P.S. – Adorei o “The 5th Coach Game”, no Facebook. Recomendo a todos os que curtem o programa!



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